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Black Metal » Depressive Black Metal » Lamúria Abissal - Nosce Te Ipsum

Lamúria Abissal
Nosce Te Ipsum

por Rifforge
metallum image
«País»🇧🇷 Brazil
«Formato»EP
«Gênero»Depressive Black Metal
«Cidade»Rio de Janeiro, Rio de Janeiro / Paulo Afonso, Bahia
«Disponível para baixar»mp3 | flac
«Gêneros adicionais»-
«Data de lançamento»March 4 2025
«Qualidade MP3»320 kbps
«Tamanho»83 MB

Lista de faixas

  • 1. Tristitia Romana (09:03)
     copy
    As pontes foram tomadas, Marco
    Nada mais podemos fazer
    Além de suceder
    A o que pode acontecer
    O que pode acontecer?
    O gérmen que nutre o fruto
    Que faz de si seu uso
    Somos nós o gérmen do mundo
    Seu uso é difuso
    E esse pesar taciturno
    Presenciamos o fim do mundo

    Paax Romana!

    ...Ao raiar do dia marchamos!

    E a demagogia soberana
    Das profundezas proclama
    O alicerce inflama

    Ora vejam os belos espólios
    Guerras perdidas, sofridas
    As mágoas de nossas premissas

    Claudio, Júlio, augusto
    Todos do joio oriundo
    O centeio que cobre o defunto
    Ao mundo eterno recluso
    Nossos pesares taciturnos

    A estúpida assepsia
    Faz da ferida arredia
    Sangra pelo velcro da letargia
    Somos nós a nossa ironia
    Que contamos...
    Sangra pelo velcro da letargia
    Somos nós a nossa ironia
    Que contamos em nossas mentiras

    Os pilares do mármore sombrio
    Em nosso mundo, o fastio
    Somos nós o nosso vazio
    Somos nós o nosso precipício
    Carrego abismos comigo

    No vinho a verdade ignóbil
    Tentando negar o óbvio
    O inevitável óbito
    Somos efêmeros, o envoltório
    Presentes apenas em nosso velório

    Roma caiu! Caiamos nós!
    Pela decadência que nos imbuiu
    Do taciturno sentimento servil
    Que algum dia tenhamos brio
    Em um ataúde, fechado, covil
  • 2. Morituri Mortuis (05:33)
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    A grande necrópole sem nome
    Reside em todo onde
    Onde o sol se esconde
    E sempre é noite
    Onde ninguém mais tem pronome

    Ah! Repete-se!

    Tudo que não apetece
    Tudo sempre fenece
    Pois sempre que escurece
    A premissa se repete
    E nada mais se enaltece

    O sentimento prolixo e ambíguo
    A ambivalência do argumento
    Ad Nauseam, o sentimento
    Nada mais é sofrimento
    Se só existe o ressurgimento
    Pelas valas comuns de Père Lachaise
    Como se exaltar a mudez
    Os mortos nada falam!
    Os mortos consigo se apagam!

    A práxis pejorativa sacramentada
    De velar qualquer forma de mortalha
    Percebe-se na indumentária
    Já se veste manchada
    Pelo símbolo que representa, violada

    Ah! Repete-se!

    Primeiro como farsa
    Depois como tragédia
    Ah! Que questão ébria
    Em nada isso desagua
    É um oceano de miséria!
    Eis a nossa pilhéria
    Ao acender uma vela
    Goteja o expurgo dela
    A próxima vela já não é bela!

    AH! REPETE-SE!!
  • 3. Argumentum Ad Nauseam (05:08)
     copy
    Foda-se a idiossincrasia
    Sindicato de dementes
    Foda-se a democracia
    Oligarquia dos doentes
    Foda-se a misantropia
    Isolação indiferente

    A verdade maior é não ter verdade
    Estamos sozinhos com nossa dualidade
    Somos farsantes, a disparidade
    Em nossos corações a mais pura crueldade

    Apenas não ligo para título
    Maldito coito interrompido
    De perpetuar o atrito
    Entre quem sofre e quem é aturdido
    Nada se faz cabível
    A tristeza é ter juízo

    Eu odeio tudo e a todos
    Em meu coração o agouro
    De jamais descansar, ditoso
    Sou eu milhões de estrondos
    Nascemos em meio a escombros
    Somos apenas desaforo

    Como não adoecer?
    Se o mundo te faz emudecer
    A premissa da vida resolver
    Algo que pode suceder
    Por pior que possa ser
    O pior vai acontecer!

    Somos o rancor absoluto
    Do giz e bálsamo irresoluto
    Somos nós reles defuntos
    Nos arrastando por um mundo
    De conflitos irresolutos
    E morais podres, difusos

    Foda-se tudo!!!
  • 4. Quod Sumus Hoc Erits (05:05)
     copy
    Pelo mundo que está acabando
    Estamos definhando
    Mesmo assim desdenhando
    O ônus postergando
    Não mais desejamos
    Aquilo que achamos
    Assim aqui estamos

    O que somos assim serão
    Os que depois virão
    A mesma solidão
    A mesma aflição
    Como em cada palma de mão
    Um mapa para a ambição
    Desaguando em frustração

    Não é para ser necessário
    O canto do leprosário
    Aquiesce o itinerário
    Não mais somos o inevitável
    Teor e viés responsável
    Parte da engrenagem execrável
    Somos o processo, não destinatário
    O remetente é ausente, inalcançável

    Alcance a partícula divina
    Pois é a premissa
    De ser definitiva
    Não acumulativa

    Acumular oceanos da mesmice
    Faz tudo ser uma chatice
    Como se algo existe
    Ainda assim não se define

    Apenas uma gota da panaceia definitiva
    Da cânfora da assepsia empedernida
    Para calcar nossos pés na diáspora ríspida
    A ironia é que isso rima

    A piada são nossas vidas
    Cansadas e repetitivas
    Definidas pela fadiga
    De esperar se melhora ou se finda
  • 5. Mors Omnia (11:21)
     copy
    O valor da vida é inefável
    Irresoluto e frágil
    Para arraigar de forma hábil
    Tudo que seja execrável
    A indolência coabitável
    Valor venerável

    Nada diga se não diga
    Qual será a premissa
    Que ao final do dia
    Se faça digna
    Algo que pugna

    As horas do relógio, contam
    Mares insidiosos, escombros
    Por tudo que seja ônus
    Envoltório, viscoso
    Algo que seja ditoso

    Pelo tempo perdido na ira
    De se vender a premissa
    Há sempre quem diga
    Que a verdade irradia
    Faz arraigar melancolia

    O provérbio do bêbado jocoso
    Como irá viver de novo
    Ao perder todo o seu gosto
    Por saber ser terroso
    O pavor de errar de novo

    Há tudo na mazela e no estigma
    Faz relevar a vida
    Há quem viva, há quem diga
    Que o tempo faz honrar a ferida
    Dessa terra arrependida
    Repousa em meu peito essa premissa

    No final é apenas o final
    Sem mesmo o qual
    Latente e assaz é o mal
    Que se exaspera sem sinal
    Enterra-se sem despedidas
  • Duração: 36:10

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Informação adicional

«Nosce Te Ipsum» - uma imersão no abismo dos espelhos, onde se refletem fragmentos de ilusões em decomposição. O álbum soa como o eco de impérios que se desfazem em pó sob o peso das próprias contradições. Sua respiração - é o frio do vento, soprando os últimos vestígios de esperança dos túmulos vazios do «eu» humano.
É uma imersão na melancolia, onde cada som é um eco de perguntas eternas sobre a natureza do ser humano e seu lugar em um mundo cheio de decadência e esquecimento.

Imagens adicionais

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